Sentimentos em Versos
 


Proposta

Eu te proponho nós nos amarmos, nos entregarmos
Neste momento tudo lá fora, deixar ficar
 
Eu te proponho te dar meu corpo
Depois do amor, o meu conforto
E além de tudo, depois de tudo
Te dar a minha paz.
 
Eu te proponho na madrugada, você cansada
Te dar meu braço e no meu abraço, fazer você dormir
 
Eu te proponho não dizer nada
Seguirmos juntos a mesma estrada
Que continua depois do amor
Ao amanhecer...
 
Eu te proponho...



 Escrito por Sorciere às 10h56
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Magia De Amor

 

Me fascina tua morte mal morrida
e tua luta pra ficar em tal estado
O teu beijo tão fatal nunca me assusta
Pois existe um fim pro sangue derramado

 

Me fascinam teus olhos quando brilham

Pouco antes de escolher quem te seduz

E me fascinam os teus medos absurdos

A estaca, o alho, o fogo, o Sol, a Cruz

 

Me fascina tua força, muito embora

não consiga resistir a frágil aurora

E tua capa, de uma escuridão sem mácula

 

Me fascinam teus dentes assustadores

E  teus séculos de lendas e de horrores

E a nobreza, a nobreza do teu nome...

Conde Drácula!!!!



 Escrito por Sorciere às 09h48
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    Em face dos últimos acontecimentos

Oh! sejamos pornográficos
(docemente pornográficos).
Por que seremos mais castos
que o nosso avô português?

Oh! sejamos navegantes,
bandeirantes e guerreiros
sejamos tudo que quiserem,
sobretudo pornográficos.

A tarde pode ser triste
e as mulheres podem doer
como dói um soco no olho
(pornográficos, pornográficos).

Teus amigos estão sorrindo
de tua última resolução.
Pensavam que o suicídio
fosse a última resolução.
Não compreendem, coitados,
que o melhor é ser pornográfico.

Propõe isso ao teu vizinho,
ao condutor do teu bonde,
a todas as criaturas
que são inúteis e existem,
propõe ao homem de óculos
e à mulher da trouxa de roupa.
Dize a todos: Meus irmãos,
não quereis ser pornográficos?



 Escrito por Sorciere às 00h18
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Desculpem pela demora, mas estou retornando...

Soneto de Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da clama fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez de amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

Vinícius de Moraes



 Escrito por Sorciere às 23h59
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Folhetim

De Chico Buarque

 

Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheres
Que só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim

 

E, se tiveres renda
Aceito uma prenda
Qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim

 

E eu te farei as vontades
Direi meias verdades
Sempre à meia luz
E te farei, vaidoso, supor
Que és o maior e que me possuis

 

Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte
Te afasta de mim
Pois já não vales nada
És página virada,

Descartada do meu folhetim



 Escrito por Sorciere às 17h34
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NÃO SE MATE

Por Carlos Drummond de Andrade

Carlos, sossegue, o amor

é isso que você está vendo:

hoje beija, amanhã não beija,

depois de amanhã é domingo

e segunda-feira ninguém sabe

o que será.

 

Inútil você resistir

ou mesmo suicidar-se.

Não se mate, oh não se mate,

Reserve-se todo para

as bodas que ninguém sabe

quando virão,

se é que virão.

 

O amor, Carlos, você telúrico,

a noite passou em você,

e os recalques se sublimando,

lá dentro um barulho inefável,

rezas,

vitrolas,

santos que se persignam,

anúncios do melhor sabão,

barulho que ninguém sabe

de quê, pra quê.

 

Entretanto você caminha

melancólico e vertical.

Você é a palmeira, você é o grito

que ninguém ouviu no teatro

e as luzes todas se apagam.

O amor no escuro, não, no claro,

é sempre triste, meu filho, Carlos,

mas não diga nada a ninguém,

ninguém sabe nem saberá.



 Escrito por Sorciere às 17h29
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Houve uma vez na estória do mundo, um dia terrível em que o Ódio - o rei dos maus sentimentos, dos defeitos e das más virtudes - convocou uma reunião com todos os seus súditos.
Todos os sentimentos  escuros do mundo e os desejos mais perversos do coração humano chegaram a esta reunião com muita curiosidade.
Todos queriam saber qual o motivo de tanta urgência.
Quando todos já estavam lá, falou o Ódio:
- Reuni-os aqui porque desejo com todas as minhas forças matar alguém.
Ninguém estranhou muito, pois era o Ódio quem estava falando e ele sempre queria matar alguém.
Mas perguntavam-se: quem seria tão difícil de matar que o Ódio necessitaria da ajuda de todos.
- Quero matar o Amor! - disse o Ódio.
Muitos sorriram com maldade, pois mais de um ali tinha a mesma vontade.
O primeiro voluntário foi o Mau Cará ter:
- Eu irei e podem ter certeza que em um ano o Amor terá morrido. Provocarei tal discórdia e raiva que não vai suportar.
Depois de um ano se reuniram outra vez e ao escutar o relato do Mau Caráter ficaram decepcionados.
- Eu sinto muito. Bem que tentei de tudo, mas cada vez que eu semeava discórdia, o Amor superava e seguia seu caminho.
Foi então que, muito rapidamente, ofereceu-se a Ambição para executar a tarefa.
Fazendo alarde de seu poder disse:
- Já que o Mau Caráter fracassou irei eu. Desviarei a atenção do Amor, com o desejo por riqueza e pelo poder. Isso ele nunca irá ignorar.
E começou a Ambição o ataque-contra à sua vítima.
Efetivamente, o Amor caiu ferido. Mas, depois de lutar arduamente , curou-se: renunciou a todo desejo exagerado de poder e triunfo.
Furioso com o novo fracasso, o Ódio enviou o Ciúme.
Este bufão perverso inventou todo tipo de artimanhas e situações para confundir o Amor. Machucaram-no com dúvidas e suspeitas infundadas. Porém, mesmo confuso, o Amor chorou e pensou que não queria morrer. Com valentia e força se impôs sobre eles e os venceu.
Ano após ano, o Ódio seguiu em sua luta, enviando a Frieza, o Egoísmo, a Indiferença, a pobreza, a Enfermidade e muitos outros.
Todos fracassavam sempre.
O Ódio convencido de que o Amor era invencível, disse isso aos demais:
- Nada pudemos fazer. O Amor suportou tudo. Levamos muitos anos insistindo e não conseguimos.
De repente de um cantinho do auditório se levantou um sentimento pouco conhecido e que se vestia todo de preto.
Com um chapéu gigante, ele mantinha o rosto encoberto.
Seu aspecto era fúnebre como o da morte.
- Eu matarei o Amor - disse com segurança.
Todos se perguntavam quem era esse pretensioso que, sozinho, pretendia fazer o que nenhum deles havia conseguido.
O Ódio ordenou:
- Vá e faça.
Havia passado pouco tempo, quando o Ódio voltou a convocar todos para comunicar que finalmente o Amor havia morrido.
Todos estavam felizes mas também surpresos.
E o sentimento do chapéu preto falou:
- Aqui eu os entrego o Amor totalmente morto e esquartejado.
E sem dizer mais palavra, encaminhou-se para a saída.
- Espera! - determinou o Ódio, dizendo:
- Em tão pouco tempo você o eliminou completamente, deixando-o desesperado e por isso mesmo não fez o menor esforço para viver!
Quem é você afinal?
O sentimento pela primeira vez levantou seu horrível rosto e disse:
- Sou a Rotina...



 Escrito por Sorciere às 17h12
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A Cor da Lágrima...

Como é difícil esquecer uma mágoa. Como é difícil confiar de novo.

A vida é estranha, ensina de forma nem um pouco didática.

Bate e assopra. Fecha a porta a ilusão e abre uma janela para o sonho. Ainda não consigo ser totalmente feliz. Ainda não consigo me entregar inteiramente.

Subitamente, a vida me mostra uma alternativa. Reluzente e inventiva. Mas a precaução me impede de avançar. Agora a luta é inversa: a razão diz que vale arriscar, enquanto o coração manda ter cuidado.

Estou perdida. Quero amar de novo e sei que nada vai me dizer como não cometer o mesmo erro novamente. Porque para amar é preciso se entregar sem pudores e sem restrições.



 Escrito por Sorciere às 18h43
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A Tempestade

O Pássaro e o homem tem essências diferentes. O homem vive à sombra de leis e tradições por ele inventadas; o pássaro vive segundo a lei universal que faz girar os mundos.

Acreditar é uma coisa; viver conforme o que se acredita é outra. Muitos falam como o mar, mas vivem como os pântanos. Muitos levantam a cabeça acima dos montes; mas sua alma jaz nas trevas das cavernas.

A civilização é uma arvore idosa e carcomida, cujas flores são a cobiça e o engano e cujas frutas são a infelicidade e o desassossego.

Deus criou os corpos para serem os templos das almas. Devemos cuidar desses templos para que sejam dignos da divindade que neles mora.

Procurei a solidão para fugir dos homens, de suas leis, de suas tradições e de seu barulho.

Os endinheirados pensam que o sol e a lua e as estrelas se levantam dos seus cofres e se deitam nos seus bolsos

Os políticos enchem os olhos dos povos com poeira dourada e seus ouvidos com falsas promessas. Os sacerdotes aconselham os outros, mas não aconselham a si mesmos, e exigem dos outros o que não exigem de si mesmos.

Vã é a civilização. E tudo o que está nela é vão. As descobertas e invenções nada são senão brinquedos com a mente se diverte no seu tédio. Cortar as distâncias, nivelar as montanhas, vencer os mares, tudo isso não passa de aparências enganadoras, que não alimentam o coração e nem elevam a alma.

Quanto a esses quebra-cabeças, chamados ciências e artes, nada são senão cadeias douradas com os quais o homem se acorrenta, deslumbrados com seu brilho e tilintar. São os fios da tela que o homem tece desde o inicio do tempo sem saber que, quando terminar sua obra, terá construído a prisão dentro da qual ficará preso.

Uma coisa só merece nosso amor e nossa dedicação, uma coisa só...

É o despertar de algo no fundo dos fundos da alma. Quem o sente não o pode expressar em palavras. E quem não o sente, não poderá nunca conhecê-lo através de palavras.

Faço votos para que aprendas a amar as tempestades em vez de fugir delas.



 Escrito por Sorciere às 18h32
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A canção do Senhor da Guerra

Legião Urbana

 

Existe alguém esperando por você
Que vai comprar a sua juventude
E convencê-lo a vencer.
Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças com armas na mão
Mas explicam novamente que a guerra
Gera emprego e isso aumenta a produção

Uma guerra sempre avança a tecnologia
Mesmo sendo guerra santa, quente,
morna ou fria
Pra que exportar comida
Se as armas dão mais lucros na exportação?

 

Existe alguém que está contando com você
Pra lutar em seu lugar já que nessa
Guerra não é ele quem vai morrer
E quando longe de casa, ferido e com frio,
O inimigo você espera,
Ele estará com outros velhos
Inventando novos jogos de guerra
E belíssimas cenas de destruição
Não teremos mais problemas com a superpopulação

Veja que uniforme lindo fizemos pra você
Lembre-se sempre que Deus está
do lado de quem vai vencer.

O senhor da guerra não gosta de criança!



 Escrito por Sorciere às 18h26
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 Escrito por Sorciere às 16h29
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 Escrito por Sorciere às 16h28
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 Escrito por Sorciere às 16h26
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 Escrito por Sorciere às 16h26
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Amar é olhar para dentro de si mesmo, e dizer:
Eu quero
É viver intensamente
É sonhar com uma gota de realidade
e realizar um gota desse sonho
É estar presente até na ausência
Amar é ter em quem pensar
É razão que ninguém teria razão para nos tirar
É ser só de alguém e nunca deixar esse alguém só
É pensar em você tão alto a ponto de você escutar
Amar é ir até a morte
É acordar para a realidade do sonho
É vencer através do silêncio
É ser feliz até com um pouco quando muito não é bastante
Amar é dar anistia ao seu coração
É sonhar o sonho de quem sonha com você
É sentir saudades
É chegar perto na DISTÂNCIA
Amar é a força da razão
É quando os momentos são eternos
Amar é ser adulto e se sentir criança
É viver a vida em versos e ao inverso
É a maior experiência na vida de um homem...
Mas acima de tudo
Amar é crer em Deus porque Deus é amor.
E você é tudo que um dia eu pedi para mim.


 Escrito por Sorciere às 16h20
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BRASIL, Sudeste, MOGI DAS CRUZES, Mulher, de 26 a 35 anos, English, Spanish, Cinema e vídeo, Livros
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